A primeira viagem do homem à lua- 2019

 

A exploração espacial levou o homem á lua. Até hoje esse fato gera controvérsias no mundo inteiro, embora seja inegável o espirito competitivo entre Estados Unidos e Rússia em busca do pioneirismo.

             “Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”. Ao proferir essas palavras, enquanto descia do módulo aterrissado na superfície lunar em 20 de julho de 1969, o astronauta americano Neil Armstrong tornou-se o primeiro ser humano a caminhar sobre a Lua, seguido pelo astronauta Edwin "Buzz" Aldrin, seu companheiro de missão.

Em todo o mundo, cerca de um bilhão de pessoas assistiram à cena televisionada, testemunhando o que viria a ser uma das maiores conquistas tecnológicas de todos os tempos e um marco do progresso científico.

O cenário político internacional das décadas de 1950 e 1960 foi fundamental para o desenvolvimento da tecnologia necessária para a chegada do homem à Lua. As constantes tensões entre os Estados Unidos e a União Soviética contribuíram para uma disputa científico-tecnológica que canalizou grandes investimentos para as áreas de pesquisa e inovação em cada país.

A abundância de recursos e o desejo de estabelecer sua hegemonia sobre o mundo pós-guerra levaram as superpotências a uma frenética corrida pela conquista do espaço, que então restava como uma das poucas fronteiras ainda não exploradas pela humanidade.

Em 1959, a União Soviética, que já havia lançado o primeiro satélite artificial da Terra dois anos antes, alcançou a superfície da Lua por meio de uma nave não tripulada, a Luna 2. Em 1961, o primeiro homem a deixar o planeta e viajar pelo espaço foi o cosmonauta soviético Yuri Gagarin, que retornou em segurança após dar uma volta em torno da Terra.

Como resposta ao crescimento da União Soviética como potência espacial, os americanos intensificaram seu trabalho, com o ambicioso objetivo de enviar a primeira missão tripulada à Lua até o final da década. Afinal, se tratava de uma corrida espacial.

Dessa forma, o empenho dos Estados Unidos culminou no ambicioso projeto Apollo – um programa de desenvolvimento de espaçonaves para viagens tripuladas à lua. Eram compostas de três partes: módulo de comando, que levava a tripulação e as provisões; o módulo de serviço, com todo o maquinário, e o módulo lunar, projetado para se separar da nave principal e conduzir os astronautas à superfície da Lua.

Outro desafio importante para o projeto era a construção de um foguete com potência suficiente para colocar uma nave tripulada pesada em trajetória correta até a Lua. Ao final da década de 1960, os americanos apresentaram o Saturno V, que permanece como o maior e mais poderoso foguete já construído, com 110 metros de altura.

Depois de um início trágico, com a explosão da nave Apollo 1, o projeto Apollo foi o responsável pelo primeiro voo tripulado em órbita da Lua, ocorrido em 1968, com a Apollo 8. Mais tarde, as naves Apollo 9 e Apollo 10 foram usadas em testes tripulados com o módulo lunar.

E em 16 de julho de 1969, a nave Apollo 11 foi lançada, levando consigo os astronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins. Pouco mais de três dias após o lançamento, em 20 de julho, a nave alcançou a Lua. Enquanto Collins permaneceu em órbita, na nave principal, Armstrong e Aldrin desceram até a superfície a bordo do módulo lunar Eagle. Os astronautas passaram quase três horas caminhando sobre a Lua, fotografando e recolhendo amostras rochosas. Após o sucesso da missão, a Apollo 11 retornou à Terra e pousou sobre o Oceano Pacífico em 24 de julho de 1969.

Sim, o ser humano é capaz de feitos magníficos quando dispõe de boa vontade, inteligência, preparo e mais importante – a vontade de vencer e fazer a diferença. Há evidencias cientificas de que o homem pisou na lua.

Razões para acreditar nesse feito extraordinário:

Refletor

Não foi só a bandeira na Lua que Armstrong e Aldrin deixaram para trás. Eles também deixaram um sismógrafo e um refletor de laser. Esse último é, de fato, uma das evidências fortes do pouso lunar da Apollo 11.

O LR-3, que é assim que se chama, ainda é utilizado hoje em dia para medir a distância exata da Terra com a Lua. O refletor foi desenvolvido pela NASA de tal maneira que refletisse a luz na mesma direção de sua origem. Basta, portanto, lançar um raio laser a partir de um telescópio e cronometrar o tempo decorrido para calcular a distância entre os dois corpos celestes. O sistema é bem simples, e sua margem de erro é de apenas 3 centímetros (e estamos falando de uma distância de aproximadamente 385.000 quilômetros). Se alguém decidir comprar um super telescópio e quiser procurar o espelho por conta própria, bastará apontar para as seguintes coordenadas lunares: 0,67337º N, – 23,47293º E.

As rochas lunares

Os astronautas da Apollo 11 retornaram à Terra com 22 quilos de rochas lunares. Mas essas rochas não poderiam ser recolhidas em um monte terrestre qualquer? Não, porque elas são muito mais velhas. Na verdade, a rocha lunar mais recente é mais antiga do que a rocha terrestre mais antiga já encontrada. Em síntese, elas variam entre 3,16 bilhões de anos até cerca de 4,5 bilhões de anos. Se alguém visitar a NASA, poderá ver um fragmento de armalcolita, que é um mineral lunar cujo o nome é uma abreviação dos astronautas que a encontraram: Armstrong, Aldrin e Collins.

O movimento da bandeira

Não há vento na Lua e o tema da bandeira é mais simples do que parece: chegou o astronauta, colocou-a ali e a inércia foi o que fez ela continuar se movendo, como se uma suave brisa a acariciasse.

 

Fonte: Info Escola e Universo Racionalista