Identificando déficit de atenção na infância- 2018

Segundo definição da ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção), o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e que frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Também chamado de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção), o problema é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e, ainda de acordo com a ABDA, atinge de 3% a 5% das crianças no mundo todo.

O transtorno é real, mas não deve ser confundido com uma desatenção característica de determinadas fases do desenvolvimento infantil. Seu diagnóstico é complexo, envolvendo uma avaliação clínica detalhada da criança nos vários ambientes que ela frequenta, como casa e escola.

A seguir confira dez perguntas e respostas sobre o transtorno.

1) O que é TDAH?
Segundo Guilherme Polanczyk, professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, o TDAH é um transtorno caracterizado por sintomas intensos e frequentes de desatenção, hiperatividade, impulsividade, que não são esperados para o momento do desenvolvimento em que a criança se encontra.

2) Em qual fase da vida é possível diagnosticar uma criança com o transtorno?
"Em geral, até os cinco anos, é normal que a criança seja mais inquieta e não consiga se concentrar em uma mesma atividade por muito tempo. Portanto, o TDAH é mais diagnosticado a partir dos seis ou sete anos, quando se inicia o processo de alfabetização", afirma Maria Conceição do Rosário, professora-adjunta do Departamento de Psiquiatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "É preciso tomar muito cuidado para não taxar de hiperativa uma criança que, na verdade, está apenas em uma fase mais agitada."
Apesar de poder ser diagnosticado em idade escolar, o TDAH  não está relacionado apenas com a escola. "Muitos associam, mas essa é uma visão equivocada. Diversos estudos mostram que o transtorno é causa de acidentes domésticos e pode aparecer em ambientes recreativos. Ele provoca estresse no convívio familiar e prejuízo na interação com amigos", diz Polanczyk.

3) Qual é o melhor profissional para tratar o transtorno?

Dicas para auxiliar o tratamento:

Estudo:
- Na escola, a criança pode se concentrar melhor na aula sentando na primeira fileira e longe da janela;
- Aulas de apoio com atenção individualizada para melhorar o desempenho são bem-vindas;
- Reservar um espaço arejado e iluminado para a realização das lições de casa.

Em casa:
- Pais devem ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança;
- Recompensar o bom desempenho e reforçar as qualidades;
- Não estabelecer comparações entre os filhos;
- Não sobrecarregar com excesso de atividades extracurriculares;
- Manter o ambiente doméstico harmônico e organizado.

Fonte: universa.uol.com.br